Diretor executivo da HSM, Guilherme Soarez, avalia o cenário atual e afirma que investir em educação executiva é um bom caminho para retomar o crescimento e gerar empregos.

Guilherme Soarez é diretor executivo da HSM Educação Corporativa, uma plataforma de conhecimento que coloca gestores brasileiros em contato com tendências e práticas de sucesso do mundo executivo. Uma das iniciativas da empresa é a HSM Experience, parceria com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), que se trata de uma plataforma on-line para empresários de todos os segmentos, com vídeos, artigos, aulas ao vivo e fóruns. Segundo ele, investir em educação executiva é um bom caminho para retomar o crescimento e gerar empregos. A revista Varejo s.a. conversou com o executivo sobre os desafios da crise econômica.

Como deve ser a gestão da qualidade em um cenário de crise econômica?

A gestão da qualidade deve sempre focar as pessoas. Não existe um cliente mais satisfeito do que seus funcionários. Ter um colaborador satisfeito não depende do contexto externo, mas de como a empresa encara os desafios. Se for com transparência, engajando os funcionários a participar e não só a pagar o pato, eles se sentirão parte da solução, darão ideias e sugestões, mobilizando-se para fazer o trabalho com mais qualidade.

Como manter a lealdade do consumidor em um cenário de crise?

A empresa precisa ter diálogo constante com o consumidor para entender quais são suas necessidades básicas. Será que ele precisa de mais prazo de pagamento? Um produto que tenha menos sofisticação e consiga resolver o problema? Uma solução substitutiva ou mais barata, como um serviço digital? Clientes são insatisfeitos por natureza e devem continuar assim. É preciso manter um diálogo aberto para que eles não procurem a concorrência. Não se pode “empurrar” um produto se ele não se adapta às necessidades do cliente.

Como a educação executiva pode contribuir para a retomada do crescimento?

Se você tem colaboradores que se colocam como protagonistas responsáveis por criar soluções, mesmo num ambiente desafiador, isso gera mais inovação, engajamento, produtividade e eficiência, permitindo que as empresas enfrentem esses momentos de turbulência com maior sucesso. Investir nas pessoas é o melhor investimento neste momento.

Qual é a importância da educação executiva e da capacitação para novos empreendedores e para o varejista?

O empreendedor é aquele que tem um sonho, uma paixão, uma energia diferenciada para tirar a ideia do papel e torná-la realidade. Primeiramente, você tem que começar, que é o start, mas, para fazer o up, que é o crescimento com escala, precisa de gestão, cercar-se de pessoas que sejam melhores do que você na área de atuação delas. Isso é o que leva a uma escala sustentável e perene. Com a educação executiva, o varejista consegue ler os indicadores de forma mais clara e se comunicar melhor com a equipe. Ele vende mais, gira os estoques mais rápido, deixa de comprar coisas que não estão girando, otimiza o capital e consegue manter uma equipe capacitada para entender o cliente. Quanto menor o turnover, mais sucesso você tem.

Como você avalia a parceria da CNDL com a HSM?

É uma parceria muito estratégica para a HSM e temos um orgulho imenso dela. A parceria coloca o que há de mais moderno e atual da gestão à disposição do pequeno comerciante, a uma condição superatrativa, pelo valor mensal de um Big Mac. É um passo firme no propósito [da CNDL e da HSM], que é criar um país justo, melhor. Conseguimos ajudar os varejistas para que eles possam aplicar essas metodologias e gerar mais empregos, mais oportunidades. Só a educação é capaz de transformar o executivo e o líder.

 


Fonte: Revista Varejo S.A.

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